segunda-feira, 4 de julho de 2016

Sicredi das Culturas beneficia comunidades no Dia Internacional do Cooperativismo

O Dia Internacional do Cooperativismo é comemorado no primeiro sábado do mês de julho, de acordo com a Aliança Cooperativa Internacional, as organizações cooperativas são responsáveis por mais de 100 milhões de empregos ao redor do mundo e reúnem ativos da ordem de US$ (USD) 20 trilhões. Na região de Ijuí, a Sicredi das Culturas RS fomentou as comemorações através do incentivo à diversas atividades de voluntariado no sábado, 02.

Sob o mote Dia C – Dia de Cooperar, promovido pelo Sistema OCB – CNCOOP, OCB e SESCOOP – as equipes da Sicredi das Culturas RS atuaram em diferentes frentes promovendo ações para melhoria na qualidade de vida das comunidades nos 13 municípios de sua área de atuação. As iniciativas envolveram cerca de 800 voluntários, beneficiando mais de 140 mil pessoas. Foram diversas atividades, como campanhas de arrecadação de donativos, reformas de praças, almoços beneficentes, atividades em APAEs e lares de idosos, recolhimento de lixo eletrônico, dentre outras, sempre com o objetivo de promover a responsabilidade social.

Em Ijuí quatro ações aconteceram concomitantemente. Uma equipe do Sicredi trabalhou com o mote cooperando contra a dengue, onde foi realizado um trabalho de conscientização junto aos empresários da rua 15, chamando a atenção para a importância da coleta seletiva do lixo e também uma sensibilização junto aos moradores do bairro da Penha com o intuito de eliminar os possíveis criadouros do mosquito Aedes Aegypti, inclusive com o recolhimento de resíduos.

Outra equipe trabalhou junto à Casa Criança Feliz, com a organização do ambiente da instituição, efetuando a limpeza e pintura dos brinquedos. Uma terceira equipe da cooperativa empenhou esforços para a revitalização da Praça dos Imigrantes, com o plantio de flores, corte da grama, pintura dos bancos e brinquedos desgastados pelo tempo e revitalização da pista de skate. E ainda foi promovida coleta de lixo eletrônico na Praça da República, reunindo mais de 70m³ de resíduos, os quais foram recolhidos por empresa especializada e serão encaminhados para reciclagem ou descarte correto.

Aqui na região outras ações também aconteceram. Em Jóia, o Dia C ficou registrado através do plantio de árvores nativas e frutíferas no pátio da escola João Antônio da Conceição, também foram confeccionadas e instaladas novas lixeiras no pátio. Em Coronel Barros, a equipe do Sicredi esteve engajada na arrecadação de materiais escolares, de higiene e roupas para crianças e adolescentes, que foram entregues no Centro de Acolhimento Martinho Lutéro no dia 02 de julho.

Em Augusto Pestana, a ação beneficiou o Hospital São Francisco, na qual a venda de galetos no dia 02 de julho arrecadou valores que serão repassados para a instituição. No município de Bozano aconteceu a venda de galinhada com o intuito de arrecadar recursos para a Escola Estadual de Ensino Médio Doutor Bozano, o que possibilitará a pintura de uma de suas paredes e conserto da tela que cerca o pátio. Em Ajuricaba o trabalho foi direcionado para a APAE, onde aconteceram oficinas durante a semana e no sábado uma “festa julina” coroou os trabalhos.

Também foram promovidas ações em Chiapetta, Condor, Coronel Bicaco, Nova Ramada, Panambi, Santo Augusto e São Valério do Sul. Para o presidente da Sicredi das Culturas RS, Antenor José Vione, “esta é mais uma data que ficará na história da nossa cooperativa, trabalhar em prol do bem comum, podendo colaborar para a melhoria da qualidade de vida das pessoas nos enche de orgulho e está na essência da nossa cooperativa de crédito.
Fonte:http://www.radioprogresso.com.br/noticias?pg=desc_noticia&id=24331&nome=Sicredi%20das%20Culturas%20beneficia%20comunidades%20no%20Dia%20Internacional%20do%20Cooperativismo&cat=Variedades

sábado, 2 de janeiro de 2016

Veranistas fazem primeira subida do ano ao Monte Aghá, em Itapemirim. Veja as fotos!


Este foi o primeiro de nove passeios até o topo do Monte Aghá, em Itapemirim, neste Verão. De lá, os aventureiros avistaram as mais belas praias de Piúma e Itapemirim

Um grupo de 44 veranistas experimentou a sensação de subir ao topo do Monte Aghá, em Itapemirim.
Um grupo de 44 veranistas experimentou a sensação de subir ao topo do Monte Aghá, em Itapemirim.
Foto: Divulgação/Prefeitura
Um grupo de 44 veranistas experimentou a sensação de subir ao topo do Monte Aghá, em Itapemirim, na manhã deste sábado (2). O grupo foi monitorado por quatro instrutores e, segundo, o secretário de Meio Ambiente de Itapemirim, Tiago Leal, nenhum dos participantes se queixou de dificuldade para a subida. Tinham crianças com idade a partir de nove anos, também jovens e adultos com idade máxima de 57 anos. Esta foi a primeira de nove subidas que estão marcadas para este Verão.
A aventura teve caráter ecológico e foram plantadas quatro árvores nativas em pontos considerados pelos instrutores como apropriadas às mudas. “O número de participantes por subida é limitado para evitarmos impactos ambientais e termos condição de dar uma atenção especial a todos. Além de contemplar o visual, o grupo recebeu um trabalho de educação ambiental, além de conhecer a história do Monte Aghá e receber orientações e informações durante toda a trilha”, destaca Leal.
Esta foi a primeira de nove subidas que estão marcadas para este Verão.
Foto: Divulgação/Prefeitura
Saiba como participar das próximas
O ponto de partida para a aventura ao Monte Aghá, por todo o Verão, será sempre a Praça da Vila, em Itapemirim, com a saída de um ônibus às 05h30, mas quem estiver nas praias de Itaóca e Itaipava, pode encontrar com o grupo às 06h. A subida ao Monte Aghá começa às 06h20, no Campo do Aghá, no pé do monte.
A previsão de chegada ao topo, segundo o secretário de Meio Ambiente de Itapemirim, Tiago Leal, é por volta das 10h30. De lá, em 340 metros de altura, é possível contemplar toda a beleza das praias de Itapemirim e Piúma, vendo, mais ao longe, grande parte do litoral Sul capixaba.
De lá, em 340 metros de altura, é possível contemplar toda a beleza das praias de Itapemirim e Piúma.
De lá, em 340 metros de altura, é possível contemplar toda a beleza das praias de Itapemirim e Piúma.
Foto: Divulgação
As próximas subidas ao Monte Aghá estão marcadas para os dias 9, 16, 23 e 30 de janeiro. No mês de fevereiro serão em 6, 13, 20 e 27.
Serviço
Inscrições e informações: (28) 99929-9287 monteagha.itapemirim@gmail.com
Secretaria Municipal de Meio Ambiente: (28) 3529-6419
Monitor Kaio: (28) 99957-0674
Monitor Janderson: (28) 99983-5122




Fonte:http://www.folhavitoria.com.br/esportes/noticia/2016/01/veranistas-fazem-primeira-subida-do-ano-ao-monte-agha-em-itapemirim-veja-as-fotos.html

domingo, 22 de novembro de 2015

Floresta amazônica perdeu 240 mil km² de 2000 a 2010

Floresta amazônica perdeu 240 mil km² de 2000 a 2010

04/12/12 - G1 (gl)Imprimir
Número é de rede de ONGs que levantou dados do Brasil e de oito países vizinhos.

Entre 2000 e 2010, a floresta amazônica, distribuída por nove países da América do Sul, perdeu o total de 240 mil km² devido ao desmatamento, o equivalente a uma Grã-Bretanha. Os dados foram reunidos pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciadas (RAISG) e divulgados por 11 organizações não governamentais.

É como se, em 11 anos, "sumisse do mapa" área equivalente a quase seis vezes o tamanho do Estado do Rio de Janeiro. Os números fazem parte do documento Amazônia Sob Pressão, que reúne informações sobre a degradação registrada ao longo da última década na região englobada pelo bioma.
O documento reuniu dados oficiais de governos que detêm partes da Amazônia. No caso do Brasil, foram usados dados do sistema conhecido como Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável por divulgar anualmente a taxa de devastação do bioma no Brasil.
O relatório mensura ainda possíveis ameaças à floresta, que passa por uma acelerada transformação devido a obras de infraestrutura como hidrelétricas, estradas, além de atividades ilegais como a mineração.
Com isso, segundo a publicação, o ritmo atual de implantação desses tipos de empreendimentos poderia causar, nos próximos anos, o desaparecimento de até metade da selva amazônica atual, que cobre uma extensão de 7,8 milhões de km², cerca de 12 macrobacias, compartilhadas por 1.497 municípios.
"A Amazônia está fortemente inserida num processo de degradação, fragmentação e supressão. Nos últimos 50 anos, uma combinação de novas formas de ocupação tem suprimido essa paisagem por outra, mais seca que homogênea", explica Beto Ricardo, da ONG Instituto Socioambiental (ISA), coordenador da rede amazônica que elaborou a pesquisa.
Ameaças e pressões
De acordo com o levantamento, todas as sub-bacias amazônicas foram afetadas por algum tipo de ameaça ou pressão - construção de estradas, exploração de petróleo e gás, construção de hidrelétricas, implantação de garimpos para mineração, desmatamento e queimadas.
Sobre a construção de estradas, o documento afirma que planos para conectar os oceanos Atlântico ao Pacífico aceleram a pressão sobre a Amazônia, e que o Peru e a Bolívia são os países que detêm o maior número de rodovias construídas no meio da floresta.

O relatório aponta também que em toda a Amazônia existem 171 hidrelétricas em operação ou em desenvolvimento, além de 246 projetos em estudo.  No caso da mineração, as zonas de interesse somam 1,6 milhão de km² (21% do território do bioma), em especial na Guiana. Sobre a exploração de petróleo e gás, atualmente existem 81 lotes sendo explorados, mas há outros 246 que despertam interesse da indústria petrolífera.
Referente às queimadas, o relatório das ONGs diz que o sudeste da Amazônia, entre o Brasil e a Bolívia, concentra a maior quantidade de focos de calor - a região recebe o nome de "arco do desmatamento". Essa faixa territorial vai de Rondônia, passando por Mato Grosso, até o Pará.
Brasil é líder na degradação do bioma
O relatório computou dados de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. Entre 2000 e 2010, o Brasil foi o principal responsável pela degradação da floresta (80,4%), seguido do Peru (6,2%) e Colômbia (5%). A quantidade é proporcional à área de floresta englobada pelo país (uma participação de 64,3% no território amazônico).
De acordo com dados do Prodes, entre agosto de 2011 e julho de 2012 houve a perda de 4.656 km² de floresta, área equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade São Paulo. O índice é 27% menor que o total registrado no período entre agosto de 2010 e julho de 2011 (6.418 km²).
Segundo o coordenador da rede amazônica, a degradação no bioma só não é maior graças às unidades de conservação e terras indígenas, que conseguem "frear" a tendência de desmate.

Ele afirma que, com o sistema, deverão ser implantadas rotinas de monitoramento das possíveis pressões e ameaças ao bioma, com o objetivo de aprimorar os dados de degradação de países que não têm um sistema rotineiro de observação, diferentemente do Brasil. "Queremos interagir com outras redes panamazônicas, disponibilizar informações e mobilizar as sociedades civis, além de interagir com os governos", disse Beto Ricardo.

Fonte:http://www.universitario.com.br/noticias/n.php?i=14651

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Viveiro é construído para preservar a ecologia da floresta

Educação Ambiental

Construído na Reserva Mamirauá com o propósito de promover a educação ambiental, o viveiro vai guardar mudas e sementes
Publicado17/11/2014 17h43Última modificação17/11/2014 17h43
Os técnicos do Instituto Mamirauá estiveram na comunidade do Ingá, na Reserva Mamirauá, no Amazonas, para construir o primeiro viveiro de mudas do projeto "Cantinho da Ciência", iniciativa desenvolvida com professores de uma escola próxima.
O intuito é facilitar a compreensão da ecologia da floresta, com o incremento das aulas ministradas dentro e fora da unidade escolar, com apoio dos manejadores florestais. "Por isso, o viveiro foi construído junto da escola, com a participação da comunidade e a ideia é que seja um espaço didático", acrescentou o educador ambiental Claudioney Guimarães.
A proposta é uma iniciativa de educação ambiental do projeto Participação e Sustentabilidade: o Uso Adequado da Biodiversidade e a Redução das Emissões de Carbono nas Florestas da Amazônia Central (BioREC) – desenvolvido pelo Instituto Mamirauá com financiamento do Fundo Amazônia.
O viveiro tem 24 metros quadrados e acompanha um sistema de irrigação e captação de água da chuva. Os moradores das comunidades vão agora coletar substratos para preencher os tubetes e promover o plantio. "
Após a coleta das sementes e plantio, as crianças poderão aprender e conhecer as espécies vegetais das áreas onde elas moram. Elas vão acompanhar o crescimento dessas plantas, algumas utilizadas para o manejo florestal e outras não", explicou Camila Pires, educadora ambiental do Instituto Mamirauá.
Fonte:
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domingo, 30 de agosto de 2015

ECOLOGIA

A Ecologia é a ciência que estuda as relações dos seres vivos entre si e destes com o meio
Ecologia é a parte da Biologia que estuda as relações dos seres vivos entre si e destes com o meio. O termo, que foi usado pela primeira vez em 1866 por Ernest Haeckel, vem da junção de duas palavras gregas: Oikos, que significa casa, e logos, que quer dizer estudo. Assim sendo, ecologia significa o “estudo da casa” ou o “estudo do habitat dos seres vivos”.
Ciência ampla e complexa, aEcologia preocupa-se com o entendimento do funcionamento de toda a natureza. Assim como vários outros campos de estudo da Biologia, ela não é uma ciência isolada. Para entendê-la, é necessário, por exemplo, conhecer um pouco de EvoluçãoGenética, Biologia Molecular, Fisiologia e Anatomia.
De uma maneira geral, a ecologia pode ser subdividida em dois tipos: a autoecologia e a sinecologia. Na autoecologia, o estudo é voltado para uma determinada espécie ou indivíduo, analisando-se, principalmente, seu comportamento e os mecanismos adaptativos que garantem a sua sobrevivência em determinado meio. Já a sinecologia faz uma análise mais ampla, analisando grupos de organismos que interagem entre si e com o meio. Fica claro, portanto, que a autoecologia e a sinecologia detêm-se sobre diferentes níveis de organização.
O estudo da Ecologia baseia-se em quatro níveis principais de organização, que obedecem a um arranjo hierárquico que agrupa sistemas mais simples até os mais complexos. Veja os níveis estudados em Ecologia:
→ População: conjunto de organismos de uma mesma espécie que vivem juntos em uma determinada área e apresentam maiores chances de reproduzir-se entre si do que com outros indivíduos de outras populações.
→ Comunidades: conjunto de populações de uma determinada região.
→ Ecossistema: conjunto formado pela comunidade e os fatores abióticos.
→ Biosfera: nível mais amplo e autossuficiente que corresponde a todos os seres vivos do planeta, abarcando as relações deles entre si e com o meio ambiente.
Independente do nível de organização estudado, compreender o meio em que o organismo vive é essencial no estudo da ecologia. Assim sendo, ao escolher uma espécie para análise, os ecólogos preocupam-se em conhecer seu habitat e seu nicho ecológico, ou seja, o local onde a espécie vive e seu papel naquela comunidade.
Outro ponto importante da Ecologia e que envolve todos os níveis de organização é a compreensão das relações existentes entre os seres vivos. Asrelações ecológicas demonstram como as diferentes espécies interagem e como os indivíduos de uma população comportam-se.
Ao estudar a Ecologia, os ecólogos conseguem visualizar de maneira clara como as espécies interagem entre si e conseguem coexistir em determinado ambiente, além de conseguir informações para a compreensão dos motivos que levam uma espécie a viver em uma área e a ausentar-se de outros locais. Também é possível compreender como uma espécie é capaz de influenciar uma determinada comunidade e os impactos gerados por ela. Por meio dessas análises, é possível fazer previsões a respeito do futuro de determinadas espécies e as consequências das mudanças nos padrões de uma comunidade.
É importante destacar também que a ecologia é fundamental para a compreensão do futuro do planeta. A partir do momento que entendemos as espécies e suas necessidades, conseguimos analisar claramente como nossas atividades influenciam o meio. Sendo assim, o entendimento da ecologia e a conscientização da população podem ajudar a garantir um futuro sustentável para o planeta.
Veja alguns dos principais tópicos estudados em ecologia:
Bioma

Por Ma. Vanessa dos Santos
Fonte:http://www.brasilescola.com/biologia/ecologia.htm

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Governo privilegia, em crédito rural, sistemas de pecuária intensiva


boi-pecuária-confinamento (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)
Com o fechamento de frigoríficos e da oferta reduzida de vacas para garantir a reposição de bois de corte, o governo decidiu lançar mão do crédito rural para estimular a pecuária intensiva e também métodos mais sustentáveis de produção, como o de integração lavoura-pecuária-floresta. Nessa quarta, 5, foi publicada no Diário Oficial da União, em edição extraordinária, a Lei 13.158, que muda os objetivos do crédito ao produtor.
A lei, assinada pelos ministros Kátia Abreu (Agricultura), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), além da presidente Dilma Rousseff, deixa claro que a intenção é substituir o sistema extensivo de criação, predominantemente a pasto, pelo sistema intensivo, que privilegia o confinamento ou a criação de gado em espaços menores e em alternância com lavoura, pecuária e floresta.
O Ministério da Agricultura ainda não deixou claro como será esse estímulo, mas deve criar mecanismos para dar prioridade, no acesso ao crédito rural, aos pecuaristas que se enquadrem nesses modelos de produção. O presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, celebrou a decisão do governo. "O objetivo é incentivar a pecuária em um espaço menor e, neste sentido, tem nosso apoio. Só acho que veio um pouco tarde diante dofechamento de frigoríficos e da dificuldade de oferta de animais", disse à Agência Estado.
Salazar argumentou que o Brasil vive uma crise de oferta de animais em função de abates de matrizes no passado, além da migração de produtores para outras atividades. "Diante desse quadro, a Abrafrigro já vinha demandado do governo a criação de um plano de desenvolvimento da pecuária", relatou. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota de apoio à decisão. "Além disso, o estímulo à pecuária intensiva reduz a pressão sobre as áreas de floresta, aumenta a produtividade do setor e concilia economia e ecologia. Ela se insere também no contexto da integração lavoura-pecuária", disse o comunicado.
Segundo a entidade, nos Estados Unidos, que fazem uso de pecuária intensiva, com um rebanho de 90 milhões de cabeças produz 12 milhões de toneladas de carne por ano; no Brasil, 200 milhões de cabeças produzem 9 milhões de toneladas.
Fonte:http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/Boi/noticia/2015/08/governo-privilegia-em-credito-rural-sistemas-de-pecuaria-intensiva.html

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Plantações de cacau ameaçam a Amazônia, afirma estudo

hortifruti_cacau_pe_arvore_cacaueiro (Foto: Ernesto de Souza / Ed. Globo)
O aumento do prazer das pessoas em consumir chocolate pode ser cada vez mais medido pelas cifras do aumento do uso e consumo do cacau, no entanto, muitos destes amantes do produto podem não imaginar que em conjunto com o doce estão “abocanhando” um pedaço da Amazônia.
Para satisfazer a crescente demanda, a produção mundial de cacau foi crescendo mais de 2,1% por ano na última década, alcançando as 7,3 milhões de toneladas em 2014, segundo a Organização Internacional do Cacau.
Estes aumentos tem levado a indústria a buscar novas terras para produção, em muitos casos as custas do desmatamento e do aumento das emissões de gás carbônico (CO2).
Este alerta parte do estudo publicado pelo World Resources Institute (WRI) que demonstra com imagens de satélite as plantações de cacau invadindo a floresta amazônica.
A maior parte da produção mundial do fruto historicamente provinha dos países da África Ocidental, mas o envelhecimento natural das plantas, o aumento das pragas e doenças e as condições desfavoráveis causadas pelas mudanças climáticas impedem a região de continuar mantendo sua fatia de mercado, com a demanda cada vez maior.
Com esta situação, os produtores viraram para a América do Sul como futuro grande celeiro de cacau do mundo, explica à Efe Ruth Noguerón, portavoz do Programa de Alimentos, Campos e Água do WRI.
Os dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) confirmam a situação: a produção de cacau no Peru aumentou cinco vezes entre 1990 e 2013, fazendo com que o país andino tenha entrado desde o ano passado na lista dos dez maiores produtores de cacau do mundo.
O aumento da produção não necessariamente precisaria implicar em danos ambientais, até pelas árvores de cacau reforçarem a absorção do CO2 atmosférico e do solo, conforme observaram os especialistas. Porém, ao invés de fazer o bom uso do solo, o que foi feito foi a ampliação da quantidade de terras disponíveis através do desmatamento.
Noguerón aponta o exemplo do caso da empresa United Cacao, que em 2012 desmatou 2 mil hectares de floresta amazônica no Peru para estabelecer plantações de cacau.
As imagens obtidas pelos satélites da NASA permitiram os especialistas obter dados sobre a parte desmatada e assim poder calcular o aumento das emissões de gases do efeito estufa associados à mudança do uso do solo. Mais de 602 mil toneladas de CO2 serão emitidas na atmosfera em incremento, o que equivale a dirigir com um carro ao redor do globo 60 mil vezes.
O pesquisador Matt Finer, da Associação para a Defesa da Amazônia, explica à Efe que a citada empresa se tornou marco legal no Peru por defender que suas práticas não eram um “desflorestamento”, mas um “desbosqueamento”, dando a entender que ela não removia mata virgem de florestas e apenas regiões de mata arbustiva.
Finer sustenta que a United Cacau “está mudando o modelo de produção sustentável de cacau no Peru da pequena escala que se utiliza de terrenos já desmatados para um modelo agro-industrial de grande escala que planta sobre terrenos ocupados por bosques”.
Em todo o caso, a descoberta do WRI desmente um cálculo de emissão de 169 gramas de CO2 na atmosfera por cada barra de chocolate (49 gramas) consumida, feito pela multinacional Cadbury. O antigo cálculo considerava apenas os gases emitidos na produção das matérias primas do produto (cacau, leite e açúcar), da embalagem e da distribuição, mas não as mudanças no uso de terras recém descobertas.
Segundo o instituto, a pegada de carbono do chocolate cresceu para 6,8 gramas de CO2 por grama de chocolate ao leite e 10,1 gramas de CO2 para uma grama de chocolate amargo.